Terceirizar o e-commerce é a tendência

Matéria retirado do Jornal Diário Comércio Indústria e Serviço, matéria do dia 31/03/2016

São Paulo –  No modelo de vendas pela internet,  as redes médias tem buscado seguir exemplos de sucesso como Sony, O Boticário e Cencosud. Estas mudaram de modelo de tecnologia para nuvem (cloud) e conseguiram que a conversão das lojas virtuais aumentasse em média 40%.

“E o melhor é que gastam em torno de 0,8% a 1% da sua receita com tecnologia”, afirma o CEO da VTEX, Mariano de Faria, que é vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). Segundo ele, o mundo das grandes corporações é orientado a serviços e a busca por eficiência e menos custos é cada vez maior, também entre as redes de menor porte. Na opinião de Faria, a regra entre os varejistas é terceirizar. “Muitos operadores tem operações mais eficientes que as operações gerenciadas em CDs próprios.”

Para o executivo, o varejo físico acostumou-se a custos fixos e quando cai 10% é difícil ajustar-se economicamente. O que para ele não acontece tanto no e-commerce. “ Os custos fixos são pequenos devido à capacidade de escala.”

Com 155 lojas próprias, a Ri Happy quer intensificar o canal digital. “Mas o aumento de produtividade é um fator importante para a otimização dos custos. Analisamos com atenção a conta de frete do e-commerce, buscando melhores negociações com as transportadoras e oferecendo frete grátis que permitem aos clientes de beneficiar dessa condição promocional”, diz o gerente-geral de e-commerce da companhia, Luiz Shiro.

Para evitar fraudes, ele conta que a Ri Happy utiliza um sistema de prevenção que analisa todos os pedidos através do site. “Se necessário, entramos em contato com o cliente para confirmação dos dados.”

A rede Multi-ar vende aparelhos da  linha branca como condicionadores de ar e contabiliza oito lojas físicas em cidades do interior do Estado de São Paulo, além de três centros de distribuição. A companhia é outra que viu oportunidade nas vendas on-line. Estas passaram de 10% da movimentação em 2010, para 60% ano passado. “Em 2016, a previsão é fechar o on-line com 70% de participação”, projeta o diretor administrativo da empresa, Tiziano Giordano Pravato Filho.

O executivo destaca que a Multi-ar investe pesado em inovação e estratégia de integração dos canais de vendas e produtos, agregando instalação, manutenção e engenharia ao portifólio. “Sem falar da abertura de novas frentes de negócio, como franquias virtuais, marketplace e outras lojas físicas entre os projetos.”

Texto de: Cabula Abud

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